sexta-feira, 21 de março de 2014

A HISTÓRIA DE TODOS NÓS - MUSEU DA REPÚBLICA DO PALÁCIO DO CATETE-RJ



"O PODER CORROMPE. O PODER ABSOLUTO CORROMPE ABSOLUTAMENTE"
John Emerich Edward Dalberg-Acton



A PASSAGEM DE DEZ LUSTROS DA RUPTURA DA ORDEM POLÍTICO-JURÍDICO-INSTITUCIONAL-DEMOCRÁTICA, NESTE MARÇO DE 2014, REMETE-NOS ÀS FARTAS LIÇÕES DA HISTÓRIA DE QUE EVENTOS DA ESPÉCIE, INDEPENDENTEMENTE DE SUA VERTENTE DESTRA OU CANHOTA E DO MAIOR OU MENOR IDEALISMO E DA PRETENSA BOA VONTADE OU MELHORES INTENÇÕES DE SEUS ENTUSIASTAS, SEGUEM DE FORMA INEXORÁVEL RUMO À DEGENERAÇÃO.


E TAL DEGENERESCÊNCIA, PRESENTE EM TODOS OS GRANDES MOVIMENTOS EM QUE SE OBTEVE O PODER ILIMITADO, LIGA-SE UMBILICALMENTE À PRÓPRIA IMUTÁVEL NATUREZA HUMANA.




PASSEI HORAS DE LEITURA E DE OBSERVAÇÃO NO MUSEU DA REPÚBLICA DO PALÁCIO DO CATETE, NA ANTIGA CAPITAL DO IMPÉRIO E DA REPÚBLICA E COMO UMA VIAGEM NO TEMPO ASSISTI DECORREREM OS EVENTOS DE NOSSA HISTÓRIA E NUMA IRRECUSÁVEL REFLEXÃO CULTIVEI A MAIS FIRME CONVICÇÃO DE QUE NÃO TEMOS O DIREITO DE LEGAR À POSTERIDADE NADA AQUÉM DO QUE UMA NAÇÃO PRÓSPERA E SOCIALMENTE MAIS JUSTA.

Março/2014
ASJ




A GRANDE VIAGEM NO TEMPO HISTÓRICO DE NOSSA NAÇÃO

Imagens que falam por si até a Era Vargas









































































































sábado, 1 de março de 2014

LUCÍOLO CAMARÃO BRABO E A LIGA DA SAÚDE – MUANÁ-MARAJÓ, 1925.


IN MEMORIAM À DATA DE SEU NASCIMENTO - 01 DE MARÇO



                 LUCÍOLO CAMARÃO BRABO, nascido em 01 de março de 1906, na cidade de Muaná-Pará e falecido aos 95 anos, no ano de 2001, tinha uma inteligência e vitalidade impressionantes, pois não fazia regimes e se alimentava de tudo. Apenas sabia ser comedido na quantidade.  Lucíolo, meu Tio-Avô materno (carinhosamente chamado por todos como TIO LUCICO), tive a oportunidade de muito com ele conversar, principalmente, nos últimos anos de sua vida, já após ter completado 90 anos  e dele ouvi muitas histórias, que em troca me dava pelas informações que eu lhe repassava sobre as "modernidades" mundo, que lhe despertavam curiosidade, mas sobre as quais sempre tinha algo a reparar  e dentre essas muitas história, lembro bem da seguinte:

                 A LIGA DA SAÚDE – MUANÁ 1925

                 Muaná, na famosa Ilha do Marajó, no ano de 1925, enfrentava uma grave incidência de impaludismo, também conhecida como malária.  Lucíolo, à época com 19 anos, trabalhava na área de saúde no município.

Contou-nos Lucíolo que a preocupação com o alastramento da doença e suas consequências perversas para a população provocou a formação de uma coalizão de esforços entre todos os setores da sociedade muanense.

                Assim foi que se reuniram a Prefeitura, comerciantes, fazendeiros, donos de embarcações e outros cidadãos que dispunham de algum recurso e resolveram criar uma organização que denominaram de LIGA DA SAÚDE DE MUANÁ.
                O nome era bem na moda para a época, pois a atual ONU era chamada de Liga das Nações.

                O esforço de todos os envolvidos na empreita permitiu que se combatesse com mais eficácia a doença.  No entanto, a Liga da Saúde foi mais além, pois logrou reunir recursos para medidas de saneamento da cidade e de algumas localidades do interior do município para a construção de cacimbas e poços artesianos, bem como fossas sanitárias, além de orientações básicas dadas à população sobre higiene e cuidados, principalmente, com as crianças.


                Não se precisa assinalar que esse tipo de união pela saúde nunca mais conseguiu se repetir no referido município. No entanto, aquele verdadeiro movimento, realizado por um punhado de homens de visão, dentre os quais o nosso querido tio Lucico, deixou-nos um grande exemplo de que é possível fazer mais, muito mais, se conseguirmos unir nosso pensamentos e sair do imobilismo, dando o primeiro passo, depois o segundo, o terceiro e aí por diante.

         FICA-NOS O TESTEMUNHO E O EXEMPLO DE PESSOAS ESPECIAIS, DE ESCOL E DE FIBRA QUE NOS ANTECEDERAM.


        

TUDO É CARNAVAL! " BUM BUM, PRATICUMBUM, PRUGURUNDUM"

 




"SUPER ESCOLA DE SAMBA S/A
SUPER-ALEGORIAS
ESCONDENDO GENTE BAMBA
QUE COVARDIA"

(ortografia da época)


Decorria o desfile de 1982 e a escola, então favorita, vinha com todo um luxo incomparável, imbatível mesmo. Não tinha para ninguém.

No entanto, uma outra escola trazia no enredo de seu samba uma verdadeira provocação aos investimentos milionários das escolas mais ricas, além de um ritmo alucinante.

Não deu outra, o publico entendeu o recado com entusiasmo e na boca e corações a música não parava " BUM BUM, PRATICUMBUM, PRUGURUNDUM, CONTAGIANDO A MARQUES DE SAPUCAÍ E ISSO AÍ" " ..oh Praça Onze tu és imortal..." e os jurados acompanharam a vontade do grande público. 

A IMPÉRIO SERRANO sagrou-se campeã incontestável do Carnaval de 1982. Bem e a outra escola que estava tão exuberante, o que aconteceu? 
Foi para o segundo lugar? Não, foi a Portela que estava maravilhosa. 
Então? Foi para o honroso 6º Lugar. Claro que todos sabem quem foi.






"Império Serrano 1982 - BUM BUM,

Samba Enredo 1982 - Bum Bum Paticumbum Prugurundum
G.R.E.S. Império Serrano (RJ)

Bumbum paticumbum prugurundum
O nosso samba minha gente é isso aí, é isso aí
Bumbum paticumbum prugurundum,
Contagiando a Marquês de Sapucaí (Eu enfeitei )

Enfeitei meu coração (enfeitei meu coração )
De confete e serpentina
Minha mente se fez menina
Num mundo de recordação
Abracei a coroa imperial, fiz meu carnaval,
Extravasando toda a minha emoção
Óh, Praça Onze, tu és imortal
Teus braços embalaram o samba
A sua apoteose é triunfal
De uma barrica se fez uma cuíca
De outra barrica um surdo de marcação

Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas o samba ficou assim
Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas o samba ficou assim

E passo a passo no compasso o samba cresceu
Na Candelária construiu seu apogeu
As burrinhas, que imagem, para os olhos um prazer
Pedem passagem pros moleques de Debret
As africanas, que quadro original
Iemanjá, Iemanjá, enriquecendo o visual (Vem meu amor)

Vem, meu amor, manda a tristeza embora
É carnaval, a folia, neste dia ninguém chora

Super Escolas de Samba S/A
Super-alegorias
Escondendo gente bamba
Que covardia!"








                      FELIZ CARNAVAL 2014!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

UM ELO ENTRE O MUNDO MATERIAL E O ESPIRITUAL - A MÚSICA

Aurelino Santos Jr compartilhou um link.

- GUSTAV MAHLER (1860 - 1911), DA SAFRA MAIS RECENTE DESSES SERES ESPECIAIS QUE DURANTE CERCA DE 200 ANOS NOS PRESENTEARAM COM AS MAIS BELAS PASSAGENS DA MÚSICA. 


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Aurelino Santos Jr compartilhou um link.

O SÉCULO DE HEITOR BRASILEIRO
E NO TARDIO SÉCULO XX DESPONTA O MAIS CONHECIDO E MAIS IMPORTANTE COMPOSITOR LATINO-AMERICANO ATÉ HOJE.









Quase no final de fevereiro de 2014, aos amantes da música.


...



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

NO LIMIAR DE 2014 - MÚSICA PARAUARA


" O TEMPO TEM TEMPO DE TEMPO SER, O TEMPO TEM TEMPO DE TEMPO DAR, AO TEMPO DA NOITE QUE VAI CORRER, O TEMPO DO DIA QUE VAI CHEGAR"

Grande Ruy Paranatinga Barata et seu filho Paulo André Barata



  URL da imagem: http://arquivos.unama.br/nead/graduacao/cche/letras/1semestre/lingua_port_gram_hist/html/unidade1/images/Barata.jpg



PAUAPIXUNA

https://www.youtube.com/watch?v=rej7_-RPt0s























domingo, 29 de dezembro de 2013

FORÇA E CORAGEM – A GRANDE BATALHA INTERIOR


Prezados (as)


Outro dia recebi um texto denominado “Força e Coragem 

Embora o autor do texto referisse, no final da reflexão, à figura do "verdadeiro cristão", eu acrescentaria "ao que consegue ser verdadeiro em qualquer das religiões e crenças do mundo".

Afirmo isso, pelo fato de ter constatado, pelo estudo comparativo que fiz em algumas religiões, a existência de uma essência comum à todas elas: a virtude.  

Doutrina Cristã é toda assentada na virtude e na fé. O Sermão da Montanha é um grande tratado de relacionamento humano.

Um dos pilares do Cristianismo é a eterna luta contra o egoísmo, mas somente quem aprende a conhecer a si próprio pode primeiro pensar no próximo e no lugar dele colocar-se, para entender  que o mal que não deseja para si  não poderá desejar ao semelhante.   Essa é a essência do amar ao próximo como a si mesmo.


Esse texto lembrou-me o que li sobre o Mahabbarata,  que é um épico indiano, escrito em sânscrito, que ao lado do Ramayana integra a verdadeira essência da herança cultural da Índia.


Mahabbarata narra a disputa entre duas dinastias (Os Kurus e os Pândavas) e sua grande e aterradora batalha final.


No épico, a disputa é narrada, não somente pelo desenrolar dos fatos, mas também pelo seu conteúdo moral. Diferente da nossa visão ocidental, que atribui às causas de conflitos bélicos, geralmente disputas geográficas, fomes, secas e interesses econômicos, a obra traduz os eventos do conflito como resultante da observância ou não aos princípios morais.


O grande episódio da batalha final entre as duas dinastias  - com 250 mil versos –  denomina-se de  Bhavagad-Gîtã  e tem no seu epicentro um diálogo travado entre o guerreiro Arjuna e o Homem-Deus Krishna, que deve ser interpretado nos seus sete sentidos, sendo que o leitor deve esforçar-se por penetrar no seu mais profundo sentido interior ou espiritual.


Como era determinado pelo costume nas guerras, antes do início de qualquer batalha, constituía uma ação honrosa ficar frente-à-frente com o rosto do inimigo. No entanto, o guerreiro Arjuna,  ao encarar seus inimigos, fica horrorizado e abalado por um insuperável desânimo, ao constatar que aqueles com quem iria combater eram as pessoas mais próximas de si, seus parentes e até aqueles que tinham sido seus melhores amigos.  Afinal, todos aqueles que tinham contribuído, pela convivência, para o que Arjuna era.


Mas a guerra era, absolutamente, inevitável e o grande e honrado guerreiro estava ali, naquele momento, com a responsabilidade da decisão capital entre o que o ligava aos dois exércitos: de um lado, os Pândavas que representavam, na essência dessa grande Epopéia dos Hindus, as chamadas "forças superiores da alma" e de outro os Kurus que eram as "forças inferiores da alma".


Na verdade, prezados(as), o âmago dessa grande história do mundo, contada pelos Hindus, reside em uma essência que permeia diversas outras grandes obras e conceitos filosóficos, entre Ocidente e Oriente. 


O drama de Arjuna configura o próprio drama cotidiando de todos nós.   Constitui a grande luta interior do "conhece-te a ti mesmo", que integra os ensinamentos de Sócrates e perpassa pelas limitações de visão e de mundo que estão descritas no sempre atualíssimo "Mito da Caverna", de Platão e integra, também, a Encíclica Papal "Fides et Ratio" (Fé e Razão).


Prezados(as), a batalha descrita no Bhavagad-Gîtã é, na verdade, a grande e constante "luta interior" que nos acompanha a vida inteira em nossas experiências e decisões: 



        O constante questionamento se em cada ação por nós praticada na defesa de nossos pontos de vista, impregnados ou contidos pela nossa visão de mundo, sempre parcial e limitada, estamos sendo justos ou não? 



Sempre olhamos em volta de nós,  através do mundo que entendemos e acreditamos pertencer, não conseguindo olhar por sobre a fronteira das nossas limitações e, frequentemente, nos recusamos sequer a pensar nisso.    

Já se disse que nosso ponto de vista é sempre a vista a partir do ponto em que nos encontramos. E por isso será uma visão de mundo inevitavelmente parcial e limitada (Boff).


Por isso, o dilema de Arjuna nos acompanha a vida inteira. Como lutar contra tudo aquilo que foi e é o alicerce do que acreditamos ser?    

Como desafiar aquilo que nos esmaga e nos empurra a ser, exatamente, do jeito que acreditamos que podemos ser?


Vencer a nossa "grande batalha interior", significa, não raras vezes, lutar contra o que nos sustenta. Mas vencer essa batalha, também, é absolutamente vital para sermos aquilo que realmente podemos e devemos ser: Pessoas melhores e mais justas.


Aurelino Santos Jr.

Dez/2013

TEMPUS PEREGRINATIONEM MMXV CHRISTI (2015 E DEMAIS ANOS DA ERA CRISTÃ)


JESUS DE NAZARETH PROTEJA MEUS AMIGOS E  AMIGAS E TODAS AS PESSOAS DE FÉ NA VIAGEM NO TEMPO DE 2015 ET DEMAIS ANOS DE NOSSA EXISTÊNCIA TERRENA

- Dominus amoris salvator humanitas ego sum humilis servus vester. Gratias vitae, salutis et beatitudinis. 


Protegat amicorum  et bonae fidei in tempus peregrinationem MMXV CHRISTI.




RÉPLICA MINIATURA DA CRUZ DOS CRÚZIOS, RECEBIDA DO PÁROCO DA IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DOS ANJOS DE LAGUNA -LAGUNA-SC, AGOSTO DE 2011


03 DE  ABRIL DE 2015 (SEXTA-FEIRA SANTA)