domingo, 12 de abril de 2026

PORTOS DE VALIOSAS OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS

 

Link relacionado:

Portos do Pará impulsionam recorde nacional e ampliam protagonismo na Amazônia | Economia | O Liberal https://share.google/KXWuUxxthmclYgzen


OBSERVATORIUM ASJ

           ASJ 7.2

PORTOS DE VALIOSAS OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS 

A potência logística do Arco Norte, no front do escoamento de commodities do Agronegócio de Grãos, mesmo com gargalos nos acessos de seus portos graneleiros, vem  ao longo de anos aumentando,  substancialmente, sua participação no ranking nacional de exportação.

No entanto, noutro ranking nacional, o de movimentação de cargas conteinerizadas, o Estado do Pará, há anos frequenta os derradeiros lugares, mantendo-se, com isso, fortemente refém do modal rodoviário, que na escala de custos, vem logo após o transporte aéreo. 


           Obs. Nesse ranking, apesar da movimentação de contêineres no porto parauara de Vila do Conde ter crescido quase quatro vezes, após o ano de 2023, atingindo 161.051 TEUs, ainda ficou, praticamente, na metade do movimento do menor dos portos manauaras (300.723 TEUs), sendo que o somatório dos portos de lá alcançaram o montante de 1.021.431 TEUs. 


Enquanto isso, em razão da precariedade de nossa infraestrutura portuária, para movimentação de contêineres, muitas empresas, para conseguirem exportar seus produtos, realizam uma verdadeira maratona, seguindo até a Guiana Francesa, no Gram Port Maritime de La Guyane ou em portos de outras regiões, inclusive da Região Sul.

(https://portdeguyane.fr/)

O que vale, também, para as importações. 

A questão é: por que, no permeio das alvissareiras comemorações, pelo recorde no escoamento mineral e agrícola, pelos portos graneleiros do Pará, não se discute essa relevante e dramática situação, da precária infraestrutura para a movimentação de contêineres,  que representa um verdadeiro entrave à expansão e diversificação de nossa pauta COMEX, exclusive Grãos et Minérios, quesito estes que estamos bem na foto?

Nas chuvas de ABRIL, deste conturbado 2026

ASJ

P. S. 

CONTÊINERES E AQUECIMENTO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS 

A movimentação de contêineres, diferentemente do escoamento de produtos em outras modalidades, a exemplo de granéis, minerais e agrícolas, funciona como forte atrator de múltiplas atividades, industriais, comerciais e de serviços, para o entorno de portos e, por isso, pode-se considerar que o aumento do movimento de cargas conteneirizadas, representa um verdadeiro termômetro do aquecimento das atividades econômicas, com maior capilaridade e distribuição de renda.

Ademais, no caso específico do Estado do Pará, um forte investimento em portos para movimentação de contêineres, poderá aprimorar, substancialmente, nossa matriz de transporte, hoje ainda muito atrelada ao transporte rodoviário de longas distâncias, que na escala de custos, vem logo após o transporte aéreo. 

Não raras vezes, nossas importações adentram o país por portos das regiões Sul e Sudeste, o que vale para as exportações, que como já foi dito, ocorrem até por portos da Guiana Francesa, motivadas pelo congestionamento de nossos portos, bem como pelo custo do frete marítimo. 

Daí, valem os seguintes questionamentos:

Como alcançar a tão almejada verticalização, com esse entrave?

Como avançar com a tão festejadamente e sonhada bioeconomia?

Se há o tão alardeado Custo Brasil, o que seria esse custo parauara, que entrava a expansão e diversificação de nossa pauta COMEX, em relação aos demais produtos, afora grãos e minérios?   

Seria o que poderíamos cognominar de: SOBRECUSTO PARÁ?