EXPORTAÇÕES PARAENSES PARA OS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL, COM DESTAQUE PARA OS INTEGRANTES DO MERCOSUL
COMPARATIVO 2020 E 2021
EXPORTAÇÕES DE JANEIRO 2022
ANALYTIC
No ano de 2020 as EXPORTAÇÕES PARAENSES para os países da AMÉRICA DO
SUL, integrantes do MERCOSUL (Argentina, Uruguai e Paraguai), totalizaram o
valor de US$ 62.442.358, sendo que no ano de 2021 foram de US$
53.168.275.
Por outro lado, nos referidos anos, as exportações PARA A TOTALIDADE DOS PAÍSES
SUL-AMERICANOS foram, respectivamente, de US$ 103.627.246e US$146.374.285.
2022, JANEIRO.
Para os destinos em referência, o PARÁ EXPORTOU em JANEIRO de 2022:
MERCOSUL:
US$ 335.170
Todos os países da AMÉRICA DO SUL:
US$ 2.079.518
Como se constata dos valores das exportações paraenses para o MERCOSUL em
relação à totalidade dos países da AMÉRICA DO SUL, há uma expressiva retração nos valores de 2020 para 2021 nos destinos para os países do Acordo Comercial e
uma expressiva elevação para o Continente como um todo.
COMEX - DÉCADA CHEIA (2010 - 2021)
Exportações paraenses com destino ao Bloco Comercial América do Sul, com destaque para o destino Países da América do SUl integrantes do MERCOSUL.
MAPA COMPARATIVO
Entre 2010 e 2021 as exportações paraenses acumuladas para o Bloco Comercial América do Sul totalizaram,respectivamente, US$ 3.829.584.412, enquanto que com destino aos países do MERCOSUL, US$ 662.007.972.
Num comparativo dos destinos em referência, no citado período, temos:
DESTINO AMÉRICA DO SUL (Exclusive MERCOSUL):
US$ 3.167.540.440
DESTINO PAÍSES DO MERCOSUL:
US$ 662.007.972
Nesse corte de década cheia (2010 a 2021) do COMEX paraense com os países da América do Sul, depreende-se que, em que pese sua inegável importância para a pauta comercial externa do Pará, o Bloco Comercial MERCOSUL, isoladamente, representou apenas 17,2866792% das exportações para o total do bloco continental Sul-Americano, acumuladas no citado período.
No ano de 2021, tal percentual ficou em 36,323532730%, sendo que no ano de 2020 as exportações para esse Bloco Comercial atingiram o melhor percentual da década cheia (2010 a 2021), ficando em 60,256757430%.
PAUTA AQUECIDA ENTRE 2010 E 2014
Como se observa do quadro referente à década cheia de 2010 a 2014, a exportações paraenses para os países do continente Sul-Americano (todos), mantiveram-se num patamar muito superior aos anos seguintes (2015 a 2020), sendo que, no ano de 2010, alcançaram um pico de US$ 779.483.834 Milhões de Dólares, marca que quase se repetiu no ano de 2014, com US$ 779.116.600, ficando nos demais anos do quinquênio, respectivamente, em: 2011US$ 486.331.967; 2012US$ 542.878.824 e 2013 US$ 645.039.855.
MÉDIA ANUAL DAS EXPORTAÇÕES DO QUINQUÊNIO 2010 A 2014
SOMATÓRIO DO QUINQUÊNIO EM REFERÊNCIA:US$ 3.232.851.080
MÉDIA ANUAL DO QUINQUÊNIO:US$ 646.570.216
RETRAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES A PARTIR DE 2015 (QUINQUÊNIO)
No entanto, no quinquênio de 2015 a2019 essa pauta de destino das exportações paraenses sofreu significativa retração.
2015US$ 173.134.491
2016US$ 67.665.683
2017US$ 56.317.450
2018US$ 27.048.256
2019US$ 22.566.121
MÉDIA ANUAL DAS EXPORTAÇÕES DO QUINQUÊNIO 2010 A 2014
SOMATÓRIO DO QUINQUÊNIO EM REFERÊNCIA: US$ 343.732.001
MÉDIA ANUAL DO QUINQUÊNIO:US$ 68.746.400
RESUMO:
MÉDIA ANUAL DAS EXPORTAÇÕES PARAENSES COM DESTINO AOS PAÍSES DO BLOCO COMERCIAL AMÉRICA DO SUL, POR QUINQUÊNIOS
QUINQUÊNIO 2010 A 2014: US$ 646.570.216
QUINQUÊNIO 2015 A 2019: US$ 68.746.400
RECUPERAÇÃO PARCIAL DA PAUTA DE DESTINO AMÉRICA DO SUL, NOS ANOS 2020 E 2021 - QUEDA NO DESTINO MERCOSUL
De 2020 para 2021 as exportações do Pará para o Bloco Continental América do Sul passaram de US$ 103.627.146 para US$ 146.374.185, em que pese as com destino aos países do Bloco MERCOSUL terem tido, no mesmo período, uma redução de US$ 62.442.358 para US$ 53.168.275
"CONCLUSIO"
INTERAJA COM OS PAÍSES VIZINHOS
A pauta geral de COMEX do Estado do Pará tem tido, recentemente, uma alavancada extraordinária, sendo que de 2020 para 2021 passou de US$ 20,6 bilhões de Dólares para US$ 29,1 bi
RANKING NACIONAL DE EXPORTAÇÕES
Como se observa do quadro de exportações paraenses, na década cheia (2011 a 2021), o Pará tem aquecido de forma crescente o montante em bilhões de dólares de suas exportações, sendo que pelo segundo ano mantém no ranking dos maiores Estados exportadores, a QUARTA POSIÇÃO e pelo terceiro ano consecutivo, a PRIMEIRA POSIÇÃO no superávit da Balança Comercial, que se dá no comparativo entre as exportações e importações.
OBSERVATORIUM ASJ
DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES PARAENSES
MUNDO DO COMÉRCIO EXTERIOR COMEX PARAENSE - 2010 A 2021 DESTINO: ÁSIA (Exclusive Oriente Médio) e Demais Destinos Internacionais.
Tabela Comparativa
Destaques: A preponderência do Destino ÁSIA e um gradativo desaquecimento (em
bilhões de dólares) da pauta de exportação para os demais destinos.
Obs. Esses dados brutos indicam uma tendência que requer um maior detalhamento,
com vistas a identificar quais os destinos que têm apresentado maiores defasagens,
bem como quais os produtos e ainda, de que origem, por região e por municípios
mais afetados, assim como quais fatores têm contribuido para esse quadro.
P.S. Independente dos regozijos, frente à extraordinária subida da pauta de
exportação geral, que mantém o Estado do Pará, pelo segundo ano consecutivo, na
quarta posição dentre os maiores exportadores, bem como, pelo terceiro ano
consecutivo, no front do superávit da Balança Comercial.
OBSERVATORIUM ASJ
CIN-CENTRO INTERNACIONAL DE NEGÓCIOS/FIEPA - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO PARÁ
DESEMPENHO DAS EXPORTAÇÕES PARAENSES
Janeiro a Dezembro 2021
Adiante um quadro das exportações paraenses para os principais destinos mundiais, com a variação percentual entre os anos 2020/2021.
OBS. O quadro em referência, sobre as informações relativas aos principais blocos mundiais de destino do COMEX paraense, em relação à América do Sul concentra informações, tão-somente, do desempenho refrente ao destino MERCOSUL.
As duas telas capturadas de matérias veiculadas na
Internet, objeto desta abordagem, retratam cenários projetados sobre a exportação do agronegócio de
grãos do Centro-Oeste brasileiro, comparativamente, nas opções Portos do Arco
Norte, especificamente, os da Amazônia e do Maranhão, em relação aos portos da
Região Sudeste, que cognominamos de ARCO SUDESTE, com enfoque para o porto de Santos-SP.
Ferrogrão & Malhas Ferroviárias Norte/Paulista
No primeiro mapa há um comparativo projetado com as
opções Ferro-Marítima, para o porto de Santos-SP e Ferro-Fluvial-Marítima, pelo
porto de Vila do Conde-PA, ambas com destino à China, no escoamento da produção de grãos do Mato Grosso, já considerando a hipótese de utilização das ferrovias atuais e futuras.
Observe-se que nesse hipotético cenário há um relativo
equilíbrio entre as alternativas logísticas, assim consideradas, em que pese a
distância em milhas marítimas de quem parte da área Norte seja maior,
considerando a rota Atlântico Equatorial/Sul, via Sul da África até a China.
Link do Youtube relativo à tela acima:
CAVALO-FERRO
No mapa em questão há referência às duas ferrovias, ainda
em projeto, quais sejam, a FERROGRÃO, pelo lado Norte (com 933 KM) e a extensão
da FERRONORTE/Malha Norte Rumo até a cidade de Lucas do Rio Verde-MT(com 600
KM).
Cumpre informar que, pelo lado da opção SUDESTE, a
extensão de 600 KM foi pactuada como contrapartida pela renovação antecipada da
Ferrovia Malha Paulista, pela empresa Rumo Logística, que já poderia ter iniciado as
obras, caso não pairassem dúvidas suscitadas no âmbito do Ministério da
Infraestrutura, de que poderiam surgir questionamentos no TCU sobre a modelagem
de aditivo contratual para execução da obra, enquanto que, pelo lado da opção
Norte, a FERROGRÃO ainda não foi objeto de publicação do edital, numa modelagem
Greenfield, na qual o investidor terá que arcar com todos os custos de
implantar do zero a estrutura ferroviária.
FERRO X RODO-FLUVIAL-MARÍTIMO (cenário atual)
Nas condições atuais há ferrovias operando em
direção ao porto de Santos-SP, partindo da cidade de Rondonópolis-MT e na
direção Norte, um sistema rodo-fluvial-marítimo.
Portanto, na direção do porto de Santos, os grãos seguem pela via rodoviária até o terminal rodoferroviário de Rondonópolis-MT, que dispõe de capacidade instalada para transbordo de 100 caminhões/hora, sendo presentemente o maior terminal
ferroviário da América Latina.
A DISPUTA NORTE-SUDESTE NO CENÁRIO ATUAL
No segundo mapa há um comparativo de fretes para o
escoamento dos grãos, partindo de Mato Grosso em direção à China, no qual se
vê, nitidamente, que a opção Norte leva considerável vantagem, caso contrastada
com a via rodoviária ao porto de Santos-SP.
No entanto, quando se vê comparada
com os modais rodoferroviário para o mesmo porto de Santos, tal vantagem sofre significativa redução e levando-se em conta os anúncios que têm sido veiculados sobre pesados
investimentos na rota ferroviária das MALHAS NORTE E PAULISTA, com trens de 120
vagões, num sistema Double Stack com a ampliação da sua atual capacidade de 35 milhões toneladas/ano para 100 milhões tons/ano com uma redução prevista de 40% no preço do
frete, por certo a opção Norte perderá em vantagem comparativa.
Mesmo assim, tendo em conta os pesados investimentos privados que já foram realizados na rota Norte, sem dúvida ela continuará a ser bastante utilizada e
talvez apenas não venha a ter o crescimento exponencial que as expectativas tão,
festejadamente, apontavam.
FATORES DE INFLUÊNCIA A CONSIDERAR
Nesses prognósticos de cenários (que são como nuvens no céu, constantemente em movimento) outros fatores e variáveis podem vir a ter relevantes influências, sendo no Arco Norte o aprofundamento dos canais de acesso oceânicos para passagemde navios
maiores, o que poderá, finalmente, viabilizar a ainda não utilizda rota para a Ásia, pela via do Canal de Panamá, bem como as novas ligações ferroviárias aos portos (FERROGRÃO), a derrocagem dos pedrais no rio Tocantins, a ampliação da capacidade portuária (área de Belém e entorno) e ainda a entrada em operação da antiga
Ferrovia Norte-Sul, da FICO-Ferrovia de Integração do Centro-Oeste e da FIOL-Ferrovia de Integração Oeste-Leste, nestas o destaque para as potencialidades do porto de Itaqui-MA e projetos de novos portos naquela região.
OS PORTOS DO ARCO NORTE/AMAZÔNICOS TERIAM EM 2020 EMPATADO,
NA MOVIMENTAÇÃO DE GRÃOS, COM OS DEMAIS PORTOS DO PAÍS? UM FESTEJADO EQUÍVOCO
Após notícias desencontradas e equivocadas, que levaram
até um titular de Pasta a compartilhar a informação, logo viralizada, de que os
portos do chamado ARCO NORTE teriam empatado com o somatório dos demais portos
do Brasil, na movimentação de grãos, no que foi reverberada, num efeito dominó
na web, inclusive em blogs e sites especializados, chegando até um grande órgão
da mídia convencional a publicar que os portos amazônicos é que teriam logrado
alcançar esse inédito feito, o que gerou regozijos até mesmo de renomados, mas
inadvertidos experts da área, essa matéria da CNA-Confederação Nacional da Agricultura, finalmente, recoloca os
fatos em seu devido lugar, com detalhados esclarecimentos.
Ocorre que a movimentação dos produtos no Arco Norte inclui os portos interiores que servem para transbordos a outros portos que, por sua vez, promovem a efetiva exportação.
Daí, se os dados não forem objeto de filtragem, separando as finalidades, a mesma partida de produtos (no caso grãos) poderá ser computada em duplicidade, dando a impressão, pelo menos aos mais desavisados, de que teria havido um aumento expressivo na movimentação na região. Na área norte, diversos os portos do rio Tapajós e do rio Amazonas têm essa função de transbordo com destino a outros portos de acesso oceânico.
LINK DA MATÉRIA DA CNA COM O TÍTULO:
"10/05/2021
Estudo da CNA mostra que exportação de soja e milho pelos portos do Arco Norte cresceu 487,5% em 11 anos"
"Cenário 2020 – No ano passado o Brasil produziu
227,4 milhões de toneladas de soja e milho, sendo as regiões acima do Paralelo
16 responsáveis por 148,6 milhões de toneladas ou 65,3% desse total. Já a
produção de grãos abaixo do Paralelo 16 foi de 78,8 milhões de toneladas
(34,7%), segundo os dados da CNA.
Com relação às exportações, em 2020 o país embarcou cerca
de 133 milhões de toneladas de soja e milho. Os portos do Arco Norte
responderam por 31,9% ou 42,3 milhões de toneladas desse total e os da região
Sul e Sudeste por 68,1% ou 90,4 milhões de toneladas.
Os portos que mais embarcaram grãos em 2020 foram Santos
com 42,2 milhões de toneladas (31,8%), Paranaguá/Antonina com 22,5 milhões de
toneladas (16,9%) e Rio Grande com 12,1 milhões/ton (9,1%), nas regiões Sul e
Sudeste. No Arco Norte foram o Sistema Belém/Guajará com 13,7 milhões/ton
(10,3%) e São Luís/Itaqui/PDM com 12,1 milhões/ton (9,1%)."
Convencionou-se que os portos que ficam ao norte do
Paralelo 16', que passa na altura da cidade de Lucas do Rio Verde-MT seriam
conhecidos como Portos do ARCO NORTE, englobando as unidades portuárias desde o
Estado de Rondônia até o porto de Ilhéus, na Bahia.
O movimento de exportação desses portos é que a matéria
da CNA refere como tendo tido, em 11 anos, um aumento de 485,7%, que foi um
crescimento extraordinário, mas diferentemente do que foi veiculado
anteriormente, esse movimento na exportação de grãos não empatou com os demais
portos do país, ficando apenas em torno de 31% das exportações totais.
O PORTO DE SANTOS
Para se ter uma ideia da dimensão do nosso maior porto,
na exportação de grãos, somente agora o somatório do movimento de todos os
portos do chamado ARCO NORTE logrou empatar com o movimento do porto de
Santos-SP, que por sua vez teve, também, um crescimento extraordinário e pelos
investimentos que estão em curso, como a ampliação de capacidade da Malha
Ferroviária Paulista (de 35 milhões de tons/ano para 100 milhões) e sua conexão
com as Ferrovias Malha Norte e Tramo Central da antiga Ferrovia Norte-Sul,
aliado ao aumento de sua capacidade operacional, em terra e na acostagem de
navios maiores, dificilmente cederá a liderança na exportação de grãos, apesar de não serem favas contadas, pois muita água ainda passará.
No Maio de 2021
ASJ
LINKS DE MATÉRIAS RELACIONADAS AO TEMA ABORDADO
1)
Portos do Arco Norte reduzem custos, aumentam produtividade e agora exportam metade da produção de grãos do Brasil
LUZ AMARELA NO COMEX PARAUARA, EM PLENA FESTA DAS
COMMODITIES.
EXPORTAR IMPORTA MESMO?
EXPORTAÇÕES EM QUEDA PARA OS DESTINOS AMÉRICA DO SUL,
AMÉRICA DO NORTE E EUROPA
NOS QUADROS ANEXOS IDENTIFICA-SE A DEFASAGEM DAS EXPORTAÇÕES
PARAUARAS PARA OS SEGUINTES DESTINOS:
AMÉRICA DO SUL, AMÉRICA DO NORTE E EUROPA, NA SEGUNDA METADE
DA DÉCADA DE 2011 A 2020.
TAL FATO OCORREU NUM CENÁRIO EM QUE HOUVE FORTE ACRÉSCIMO NO
TOTAL DAS EXPORTAÇÕES, NO QUAL EM 2020, FOI SUPERADA A MARCA INÉDITA DOSUS$ 20
BILHÕES DE DÓLARES.
NOS TRÊS DESTINOS EM REFERÊNCIA, ADOTANDO A MÉDIA
COMPARATIVA ENTRE OS DOIS QUINQUÊNIOS DA REFERIDA DÉCADA, IDENTIFICA-SE UMA
DEFASAGEM ANUAL NA ORDEM DE (-)US$ 1,55 BILHÕES DE DÓLARES, O QUE PERFAZ NO
ACUMULADO DOS ANOS DE 2016 A 2020, UMA FRUSTRAÇÃO DE VENDAS ESTIMADA EM (-)US$
7,77 BILHÕES DE DÓLARES QUE DEIXARAM DE ENTRAR NA ECONOMIA DO ESTADO.
TENDO EM CONTA QUE A PAUTA DE PRODUTOS EXPORTADOS PARA ESSES
DESTINOS NÃO É CONSTITUÍDA, NA MAIOR PARTE, DE COMMODITIES MINERAIS E AGRÍCOLAS
E SIM DE PRODUTOS DE MAIOR VALOR AGREGADO, AINDA QUE SE FESTEJEM AS MARCAS
TOTAIS ATINGIDAS PELO COMEX, HÁ QUE SE IDENTIFICAR A CAUSA DESSA DEFASAGEM,
QUAIS OS PRODUTOS QUE MENOS FORAM EXPORTADOS, QUAIS LOCAIS DO ESTADO MAIS
PERDERAM VENDAS EXTERNAS E, PRINCIPALMENTE, QUAIS OS FATORES QUE INFLUENCIARAM
ESSA RETRAÇÃO, QUE SE ACENTUOU A PARTIR DO ANO DE 2016.
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021 - COMPARATIVO TENDÊNCIAS DÉCADA 2011 - 2020
DESTINOS ÁSIA(exclusive Oriente Médio) E DEMAIS BLOCOS COMERCIAIS
COMEX PARAUARA - 1º TRIMESTRE 2021
EXPORTAÇÕES TOTAIS NO REFERIDO TRIMESTRE:
US$ 6.432.856.962
EXPORTAÇÕES COM DESTINO AO BLOCO COMÉRCIAL ÁSIA (exclusive
Oriente Médio), REPRESENTANDO 72,77277408% DO TOTAL DAS EXPORTAÇÕES DO ESTADO DO PARÁ NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021
US$ 4.681.368.464
DESTINO ÁSIA (exclusive Oriente Médio)
A participação desse bloco comercial na pauta exportadora
parauara vem crescendo ao longo da década, encerrada no ano de 2020, sendo que, de forma acentuada, a partir do ano de 2017, tendo no ano de 2020 ficado em
73,88861625% e pelos dados do primeiro trimestre de 2021, parece continuar a
observar essa tendência.
DEMAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES PARAENSES
NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021, AS EXPORTAÇÕES PARA OS DEMAIS
DESTINOS, FORA ÁSIA, PERFIZERAM O MONTANTE DE
US$ 1.751.488.492, CORRESPONDENDO AO PERCENTUAL DE
27,22722592%, DO TOTAL DAS VENDAS EXTERNAS DO PARÁ, NO REFERIDO TRIMESTRE.
ANO DE 2020
Em 2020 essa participação ficou em 26,11138375%, seguindo
uma trajetória de baixa que se acentuou a partir do ano de 2017, sendo que no
início da década esse percentual era muito maior, com uma média acima de 40%,
com um pico de alta em 52,58457124%, no ano de 2015.
DÉCADA 2011 - 2020
EXPRESSIVAS QUEDAS DE PARTICIPAÇÃO DOS DEMAIS DESTINOS DA
EXPORTAÇÃO DO PARÁ, NÃO SOMENTE EM PERCENTUAIS, MAS EM VALORES ABSOLUTOS EM BILHÕES DE
DÓLARES DE FRUSTRAÇÃO DE VENDAS.
No ano de 2011, as exportações para os demais destinos,
exclusive ÁSIA, foram de US$ 8.181.433.719 e no ano de 2016 de apenas US$ 4.795.598.185, sendo que, a partir de 2017 até 2020, ficaram em pouco acima de
US$ 5 bilhões de dólares, ao ano.
COMEX - DESTINOS - DÉCADA DE 2010-2020
COMPARATIVO DAS MÉDIAS PERCENTUAIS DE PARTICIPAÇÃO DOS DEMAIS DESTINOS (EXCLUSIVE ÁSIA), NO TOTAL ANUAL DAS EXPORTAÇÕES PARAENSES, AFERIDAS EM DOIS QUINQUÊNIOS DA DÉCADA DE 2011 A 2020
No comparativo entre as médias dos dois quinquênios da década de 2011 a 2020, temos:
PRIMEIRO QUINQUÊNIO DA DÉCADA (2011 - 2015)
MÉDIA DAS EXPORTAÇÕES ANUAIS DEMAIS DESTINOS(EXCLUSIVE ÁSIA):
US$ 6.847.160.069
SEGUNDO QUINQUÊNIO DA DÉCADA (2016 - 2020)
MÉDIA DAS EXPORTAÇÕES ANUAIS DEMAIS DESTINOS (EXCLUSIVE ÁSIA):
US$ 5.316.130.184
DEFASAGEM NO COMEX PARAENSE, EM RELAÇÃO AOS DEMAIS DESTINOS (EXCLUSIVE ÁSIA)
Essas médias comparativas nos quinquênios indicados evidenciam uma significativa retração anual nas vendas externas paraenses para os demais destinos, exclusive ÁSIA.
Em síntese, em que pese as exportações totais do Pará estejam apresentando significativos aumentos, no curso da década de 2011 a 2020, notadamente após o ano de 2016, as exportações para os demais destinos, exclusive ÁSIA, vêm apresentando reduções anuais, na média de - US$ 1,53 bilhão de dólares.
MARCAS RECORDES NAS EXPORTAÇÕES E NO SUPERÁVIT DA BALANÇA COMERCIAL PARAENSE
Concomitante às expressivas perdas ou retrações havidas nas exportações com destinos aos demais blocos comerciais, exceto ÁSIA, acentuadas a partir da segunda metade da década de2011-2020, o Estado do Pará logrou, de forma inédita, ultrapassar em suas exportações totais do ano de 2020, a marca dos US$ 20 bilhões de dólares, assumindo no ranking nacional dos estados exportadores, a quarta posição e, pelo segundo ano consecutivo (2019-2020), manter a primeira posição entre os estados superavitários na exportação. E no corrente ano de 2021, parece preservar essa tendência.
Óbvio que tais extraordinárias e alvissareiras marcas atingidas no COMEX paraense devem ser objeto de justificados regozijos, bem como as relações comerciais com o bloco comercial ÁSIA devem ser incrementadas e, se possível, com uma diversificação de pauta para produtos de maiores valores agregados, a exemplo das exportações de Carne bovina resfriada/congelada para a China, que de 2019 para 2020 tiveram expressivo aumento, passando, respectivamente, de US$ 247 milhões de dólares, para US$ 414 milhões, o que pode ser considerado um notável feito, se comparadas com as exportações do boi vivo, que no mesmo período tiveram significativas reduções.
No entanto, ainda que se fomente essa diversidade de pauta para o mercado asiático, não se deve, de modo algum, descuidar dos demais destinos, notadamente pelo fato assaz relevante de que nesses outros mercados não há preponderância de commodities minerais e agrícolas, como do asiático.
CONCLUSÃO
A defasagem na pauta de exportações paraenses para os demais destinos, exclusive ÁSIA, deve merecer uma acurada atenção, tanto por parte das entidades empresariais, como pelos órgãos governamentais, de maneira que se procedam estudos para identificar, de forma detalhada, quais os destinos (blocos e países) que tiveram maiores retrações de vendas e os produtos de nossa pauta produtiva que foram mais afetados, bem como quais os municípios que mais sofreram perdas nas suas pautas de exportações.
Devem, também, ser identificados e mapeados outros fatores que estejam afetando a dinâmica dessas exportações, a exemplo de entraves burocráticos, logísticos e de infraestrutura.
A obtenção dessas informações poderá viabilizar um mapeamento que servirá de guia para planejamentos e decisões, tanto no âmbito privado como governamental, objetivando mitigar ou debelar as causas, bem como orientar decisões que venham a incrementar a nossa pauta exportadora para esses blocos comerciais.
AMPLIAÇÃO NO MOVIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DE GRÃOS ENTRE 2019 E
2020
De 2019 para 2020, os portos do ARCO NORTE ampliaram sua
participação na exportação nacional de grãos, saindo de 28,8% em 2019, para 31,8%,em 2020, aumentando, respectivamente, de 37.326.226
tons para 42.319.087 tons, empatando com o porto de SANTOS-SP, o maior do país na exportação de grãos, que ficou em 42.163.280 tons.
A denominação de PORTOS DOARCO NORTE abarca desde os portos exportadores de Itacoatiara, no Amazonas, até o
de Ilhéus na Bahia, tomando-se como
parâmetro de demarcação os portos que se localizam ao Norte geográfico do Paralelo 16", que
passa nas imediações da cidade de Lucas do Rio Verde-MT.
O aumento da participação dos PORTOS DO ARCO NORTE, nas exportações brasileiras de grãos, tem seguido uma tendência que se originou a partir da expansão da
fronteira agrícola para o Norte do Estado do Mato Grosso e para a região conhecida como
MATOPIBA, que compreende as iniciais dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí
e Bahia.
Tal tendência acentuou-se na década de 2011-2020, fortemente impulsionada pelo congestionamento dos portos
da Região Sudeste, assim como pela maior distância desses portos das novas áreas plantadas, agravada, ainda, pela precariedade do transporte ferroviário e pela forte dependência da matriz rodoviária no acesso aos referidos portos, o que motivou a decisão por investimentos na rota norte em direção aos rios da Amazônia, com a construção de uma infraestrutura de
transbordo rodo-fluvial no rio Tapajós, com acesso pelas Rodovias BR-163 e BR-230 (Estações de transbordo de Miritituba), na rota fluvial Tapajós/Amazonas em direção aos portos de
Santarém-PA, Barcarena-PA e Santana-AP, além de outra rota pelos rios Madeira/Amazonas, via Porto Velho-RO até o porto de Itacoatiara-AM, esta pioneira na opção ARCO NORTE Amazônico.
Pela citada região do MATOPIBA, o incremento
deu-se pela entrada em operação da parte setentrional da Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional-TO e Açailândia-MA, com direitos de passagem pela Ferrovia de Carajás, atéo porto de ITAQUI-MA.
A virada para o ARCO NORTE tem configurado uma tendência crescente e aparentemente irreversível para viabilizar a exportação com menor custo logístico da produção agrícola do Mato Grosso e da região do MATOPIBA, em que pese para o lado da Região Sudeste os investimentos tenham voltado a se intensificar, notadamente, os ferroviários, com a modernização e expressiva ampliação, já em curso, da capacidade operacional da Malha Ferroviária Paulista e sua interligação com a Malha Norte (atualmente até Rondonópolis-MT, mas com projeto de extensão mais ao Norte, até a cidade de Sorriso-MT, no miolo do Agro do Mato Grosso),bem como com o Tramo Sul-Rumo da antiga Ferrovia Norte-Sul e na ampliação e modernização da infraestrutura portuária daquela região. Investimentos esses públicos, mas desta feita também privados e de grande monta.
Os cenários estão em movimento.
Abril 2021
ASJ
P.S. No quadro demonstrativo das exportações, via portos, não foram elencadas as instalações portuárias do rio Tapajós, em Miritituba, no município de Itaituba e Santarenzinho-Rurópolis-PA, tampouco o porto de Porto Velho no rio Madeira, que mesmo sendo portos amazônicos localizados no ARCO NORTE e movimentando milhões de toneladas de grãos, tão-somente, funcionam como estações de transbordo rodo-fluviais, de grãos destinados a portos de exportação, sob pena de, ao incluí-los nas estatísticas, equivocadamente, computar-se em duplicidade as toneladas de grãos neles movimentadas o que poderia levar à falsa ideia de que o chamado ARCO NORTE estaria exportando maiores quantidades de grãos do que realmente está.
Fontes do quadro:
ANEC - Associação Nacional dos Exportadores de Cereais
"Todos os olhos se voltam para o Norte. Pela primeira vez, os portos do chamado “Arco Norte”, localizados na região amazônica, desbancaram a preferência dos gigantes do Sudeste e Sul do País e se igualaram como destino dos grãos, com 50% cada, se considerada a movimentação portuária verificada em 2020 pelo agronegócio. A expectativa é que, neste ano, a movimentação nesses portos ultrapasse a do restante do País, já que a média de avanço anual tem sido de 4%."
2) CNN
Portos amazônicos vão desbancar os do restante do país no transporte de grãos
Portos do chamado Arco Norte se igualaram com outros do sul e sudeste como destino da produção
"Todos os olhos se voltam para o Norte. Pela primeira vez, os portos do chamado “Arco Norte”, localizados na região amazônica, desbancaram a preferência dos gigantes do Sudeste e Sul do país e se igualaram como destino dos grãos, com 50% cada, se considerada a movimentação portuária verificada em 2020 pelo agronegócio. A expectativa é que, neste ano, a movimentação nesses portos ultrapasse a do restante do país, já que a média de avanço anual tem sido de 4%.
Até dez anos atrás, terminais portuários de cidades como Itaituba, Santarém e Barcarena (PA), Santana (AP), Itacoatiara (AM) e Porto Velho (RO) eram tratados como “experiências” logísticas pela maior parte dos produtores de Mato Grosso, dada a precariedade - ou mesmo a inexistência - da infraestrutura de acesso aos terminais. Hoje, esses endereços se consolidaram como alternativa aos terminais de Santos (SP) e Paranaguá (PR)."