quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PERSONALIDADES RELEVANTES NA CULTURA - SANTA BRÍGIDA, O PARAENSE QUE ATUOU NA COREOGRAFIA DA VERSÃO BRASILEIRA DE "HAIR" E NA "JESUS CRISTO SUPERSTAR"


CARLOS AUGUSTO SANTA BRÍGIDA DO NASCIMENTO







      BAILARINO, COREÓGRAFO E ESPECIALISTA EM EXPRESSÃO CORPORAL, ATUOU NAS ENCENAÇÕES BRASILEIRAS DA FAMOSA PEÇA "HAIR" E NA, TAMBÉM, CONSAGRADA "JESUS CRISTO SUPERSTAR"

  POSTERIORMENTE, EM 1975, RETORNOU À SUA TERRA NATAL COM O FIRME PROPÓSITO DE DESENVOLVER E POPULARIZAR O GOSTO PELA DANÇA, TRABALHANDO EM ENCENAÇÕES DO FAMOSO "GRUPO EXPERIÊNCIA", DE GERALDO SALLES.

   NO CUMPRIMENTO DESSE VERDADEIRO SONHO, ACALENTADO DESDE HÁ MUITO TEMPO, SANTA BRÍGIDA CHEGOU A MONTAR UMA ACADEMIA DE DANÇAS EM BELÉM-PA, QUE FUNCIONOU NA AV. GENTIL BITTENCOURT, PRÓXIMO À AV. ALCINDO CACELA.

               SEU TALENTO PARA A DANÇA ERA NOTÁVEL E IMPRESSIONANTES AS SUAS "PERFORMANCES", DAS QUAIS O SIGNATÁRIO TEVE A RARA OPORTUNIDADE DE ASSISTIR.

                  NO ENTANTO, A VIDA E AS CIRCUNSTÂNCIAS NÃO LHES FORAM DE TODO FAVORÁVEIS, POIS, NO EXERCÍCIO DE SUA NOBRE E MILENAR PROFISSÃO, SOFREU UMA VERDADEIRA INTERCORRÊNCIA AO SER VÍTIMA DE UMA LESÃO QUE LHE ATINGIRA A COLUNA VERTEBRAL, SENDO, TERMINANTEMENTE, PROIBIDO DE CONTINUAR SUAS ATIVIDADES DE DANÇA. UMA PERDA IRREPARÁVEL PARA A CULTURA E AS ARTES PARAENSES.

                 MAS, SANTA BRÍGIDA AINDA VIVERIA POR MUITOS ANOS ATÉ SER ACOMETIDO POR UMA ENFERMIDADE LETAL QUE O RETIROU PARA SEMPRE DO CONVÍVIO DE SEUS MUITOS AMIGOS E ADMIRADORES, POIS ALÉM DE UM DANÇARINO E PROFISSIONAL DE PRIMEIRA LINHA ERA, TAMBÉM, UMA PESSOA MUITO ADMIRADA PELO SEU JEITO DE SER, O QUE TANTOS AMIGOS CONQUISTOU.


                      A FASE "HAIR"


                   A PRIMEIRA MONTAGEM BRASILEIRA DE "HAIR" FOI PRODUZIDA E DIRIGIDA POR ALTAIR LIMA*, COM COREOGRAFIA DA BAILARINA DO BALLET STAGIUM, MÁRIKA GIDALI

                  AS APRESENTAÇÕES DE HAIR OCORRERAM ENTRE OS ANOS DE 1969 E 1973, A MAIORIA NO EIXO SÃO PAULO-RIO














SANTA BRÍGIDA (EXPRESSÃO CORPORAL)


























   






































JESUS CRISTO SUPERSTAR









OUTROS TRABALHOS

BRASÍLIA - DF








NO TEATRO AMAZONAS








RETORNO À BELÉM - MEADOS DA DÉCADA DE 1970
























A ESCOLA DE DANÇAS








NO GRUPO EXPERIÊNCIA








DIVERSAS










A HISTÓRIA DE SANTA BRÍGIDA, POR SANTA BRÍGIDA (Sonhos e frustrações, mas nunca desesperança)--+

               







RECORTES DE ÁLBUNS DE FAMÍLIA




quinta-feira, 25 de julho de 2013

VAMOS CONHECER NOSSO PARÁ - LUGARES INTERESSANTES: CANAL DO JARI - RIO TAPAJÓS. O PARAÍSO TEMPORÁRIO DAS VITÓRIAS-RÉGIAS



"Somos, em nossa melhor essência humana, constituídos desse somatório de momentos especiais que após passarem (ou nunca passarem), ficam parecidos com o mesmo material de que são feitos os sonhos."



UMA RESTINGA TEMPORÁRIA, RESTRITA AOS MESES NÃO CHUVOSOS, QUE SE INTERPÕE ENTRE A FOZ CONJUNTA DOS RIOS TAPAJÓS E ARAPIUNS, E O RIO AMAZONAS, NA REGIÃO CONHECIDA COMO "BAIXO-AMAZONAS", NAS PROXIMIDADES DA CIDADE DE SANTARÉM-PARÁ


NA ÉPOCA DA CHAMADA "ESTIAGEM AMAZÔNICA", NOS MESES DE JULHO A NOVEMBRO, A RESTINGA SE AMPLIA, MANTENDO EM SEU CENTRO UM CANAL COM UM FILETE D'ÁGUA.  NO ENTANTO, NO PERÍODO DAS CHEIAS ESSE MESMO CANAL SE TRANSFORMA NUM RIO CAUDALOSO, CERCADO DE ÁRVORES ISOLADAS, EM PEQUENOS GRUPOS OU MATAS FECHADAS E RELVAS, TODAS INUNDADAS.  SURGEM, ENTÃO, CENTENAS DE CAMINHOS EM IGAPÓS E LAGOS ONDE A VIDA BORBULHA, INTENSAMENTE.  

NAS MARGENS DO CANAL, OS CAMPOS, CERRADOS E FLORESTAS DÃO LUGAR A UM MUNDO DE ÁGUAS E DE RECANTOS CALMOS QUE DÃO ABRIGO A VERDADEIROS "SANTUÁRIOS" DA NATUREZA, COMO ONDE SE ENCONTRAM AS FAMOSAS VITÓRIAS-RÉGIAS, EM VARIAS CONCENTRAÇÕES DESSA PLANTA QUE HABITA NAS LENDAS DOS AMAZÔNIDAS ORIGINÁRIOS (POVOS DA FLORESTA) E O IMAGINÁRIO POPULAR BRASILEIRO

ELAS SÃO BELÍSSIMAS














MAS O PASSEIO É REPLETO DE IMAGENS ABUNDANTES DA NATUREZA, COMO O SALTAR DOS BOTOS CINZA E ROSA, QUE, INFELIZMENTE, NÃO CONSEGUI CAPTAR NAS LENTES.

















ESSA MATA ESTÁ INUNDADA. NÃO HÁ CAMINHOS À PÉ.


ONDE HÁ ÁGUA, NA ÉPOCA DA ESTIAGEM, EXISTEM CAMPOS ENTRE AS ÁRVORES


A MAIOR PARTE DAS HABITAÇÕES SÃO SUSPENSAS EM PALAFITAS. ATÉ A IGREJA. NÃO HÁ TERRA FIRME NESSA ÉPOCA.


A MATA ESTÁ TODA INUNDADA E OS LUGARES QUE É POSSÍVEL ENTRAR, SOMENTE DE BARCOS PEQUENOS, CHAMADOS DE CANOAS OU MONTARIAS À REMO.

MUNDO DE ÁGUAS



























PARADA PARA UM CAFÉ




ESTACIONAMENTO - "ESSE RIO É MINHA VIDA"






SIMPATIA E HOSPITALIDADE





DE VOLTA À NATUREZA EXUBERANTE







SEM O GUIA, NÃO SABERIA RETORNAR


DE VOLTA AO RIO







EM TEMPO PARA ASSISTIR O ESPETÁCULO DA NATUREZA, NA RESTINGA DE ALTER DO CHÃO.


.../...

Música de referência: PAUAPIXUNA -Paulo André e Ruy Barata:




http://www.youtube.com/watch?v=pDOppRs0AsA

terça-feira, 11 de junho de 2013

ABORDAGEM SOBRE O AGRONEGÓCIO DE GRÃOS E SEUS IMPACTOS NA AMAZÔNIA




A EXPANSÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA TEM OCORRIDO NUM RITMO EXPONENCIAL, NOTADAMENTE, A PARTIR DAS MAIS RECENTES FRONTEIRAS, EM DOIS PÓLOS DISTINTOS, CONCENTRADOS NO ESTADO DO MATO GROSSO E NA ÁREA CONHECIDA COMO “MAPITOBA”, QUE REÚNE TERRAS CULTIVADAS NOS ESTADOS DO MARANHÃO, PIAUÍ, TOCANTINS E BAHIA


O AUMENTO DA PRODUÇÃO E DA PRODUTIVIDADE, NESSAS REGIÕES, COLOCOU O BRASIL COMO UMA DAS ÁREAS DE MAIOR CONCENTRAÇÃO DESSA ATIVIDADE NO CONTINENTE AMERICANO E NO MUNDO, DISPUTANDO, PALMO A PALMO, COM OS ESTADOS UNIDOS, SENDO O MAIOR MERCADO DESTINÁRIO A CHINA.



A QUESTÃO DO AGRONEGÓCIO E SUA EXPANSÃO, TÊM FICADO NA ORDEM DO DIA, PRINCIPALMENTE, A PARTIR DO INÍCIO DOS MEGAINVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA, HIDROVIÁRIA, FERROVIÁRIA E, PARTICULARMENTE, PELO ASFALTAMENTO, EM CURSO, DA RODOVIA BR-163, QUE INTERLIGA AS ÁREAS DOS MUNICÍPIOS DE SANTARÉM-PA E ITAITUBA-PA COM O ESTADO DO MATO GROSSO, ONDE SE CONCENTRA FORTE ATIVIDADE DE CULTIVO E PRODUÇÃO DE GRÃOS.

TANTO NESSA REGIÃO COMO NO “MAPITOBA”, A MAIOR PARTE DO ESCOAMENTO, PRINCIPALMENTE, DA SOJA PARA EXPORTAÇÃO, TEM SE DADO PELOS PORTOS DE SANTOS-SP E PARANAGUÁ-PR, PROVOCANDO ENORMES CONGESTIONAMENTOS DE CAMINHÕES QUE ALÉM DE RESULTAR EM FORTE IMPACTO NOS CUSTOS DO TRANSPORTE ATÉ O EMBARQUE MARÍTIMO, O QUE PODERÁ, NUM FUTURO PRÓXIMO, AFETAR A COMPETITIVIDADE NO MERCADO INTERNACIONAL, GERA EFEITOS DELETÉRIOS NA MOBILIDADE INDUSTRIAL E NEGOCIAL DO CENTRO SUL.

NÃO RESTA, PORTANTO, OUTRA ALTERNATIVA, QUE NÃO A SAÍDA PELO CHAMADO “ARCO NORTE” QUE COMPREENDE OS PORTOS DE ACESSO MARÍTIMO DO PARÁ: SANTARÉM, BELÉM (OUTEIRO) E BARCARENA (VILA DO CONDE) E DO AMAPÁ: SANTANA, QUE POR SUA VEZ, SOMENTE SERÃO VIÁVEIS SE FOREM EFETIVADOS OS MODAIS FLUVIAIS, FERROVIÁRIOS E HIDROVIÁRIOS, EM SEU ACESSO, BEM COMO PESADOS INVESTIMENTOS EM TERMINAIS PORTUÁRIOS GRANELEIROS DE GRANDE PORTE, O SUFICIENTE PARA DAR CONTA DE UMA VIRADA DE EIXO QUE, ATÉ O MOMENTO, ORBITA EM CERCA DE 50 MILHÕES DE TONS/ANO.

PARALELAMENTE À ESSA NOVA ROTA, A EXPANSÃO DA FRONTEIRA DE CULTIVO DA SOJA TEM, TAMBÉM, SEGUIDO A DIREÇÃO NORTE, PRINCIPALMENTE, NA ROTA DA BR-163, JÁ TENDO ALCANÇADO TERRITÓRIO PARAENSE, CONFIGURANDO UMA ÁREA DE PLANTIO EM FRANCA AMPLIAÇÃO, TANTO EM TERRAS ANTROPIZADAS OU NÃO, AFETANDO, COM ISSO, FORTEMENTE, OS COSTUMES, A PRESENÇA E PERMANÊNCIA EM SUAS TERRAS, ENFIM, A VIDA E A SUBSISTÊNCIA DAS DENOMINADAS “POPULAÇÕES TRADICIONAIS”.

PALESTRA: “GRÃOS NA FLORESTA: ESTRATÉGIA DO AGRONEGÓCIO NA AMAZÔNIA” 

DIANTE DESSA QUESTÃO DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA TODOS NÓS, AMAZÔNIDAS, DO CAMPO OU DA CIDADE, A PROFESSORA E PESQUISADORA DA UFPª, SOLANGE GAYOSO, TEM DEDICADO GRANDE PARTE DE SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS E ACADÊMICAS A ESSE TEMA QUE SE ENCONTRA EM PLENA EBULIÇÃO. 

SOLANGE GAYOSO, ASSISTENTE SOCIAL, MESTRA EM SOCIOLOGIA, ESPECIALISTA EM HABITAT AMAZÔNICO E DOUTORA EM CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL PELO NAEA-NÚCLEO DE ALTOS ESTUDOS AMAZÔNICOS, DA UFPª, E PESQUISADORA DO PROJETO “NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DA AMAZÔNIA”, TEVE COMO TESE DE SEU DOUTORADO, CONCLUÍDO EM 2012, O TEMA: “GRÃOS NA FLORESTA: ESTRATÉGIA DO AGRONEGÓCIO NA AMAZÔNIA” 



APPROACH ON AGROBUSINESS GRAIN AND ITS IMPACTS ON AMAZON

BRAZILIAN AGRICULTURAL EXPANSION HAS OCCURRED IN RHYTHM EXPONENTIAL, REMARKABLY, FROM THE MOST RECENT FRONTIERS IN TWO DIFFERENT POLES, CONCENTRATED IN THE STATE OF MATO GROSSO AND AREA KNOWN AS "MAPITOBA" CULTIVATED LAND IN THAT STATES OF MARANHÃO, PIAUÍ, TOCANTINS E BAHIA.

INCREASED PRODUCTION AND PRODUCTIVITY, THESE REGIONS PUT BRAZIL AS ONE OF THE LARGEST CONCENTRATION AREAS OF THIS ACTIVITY IN THE AMERICAS AND WORLDWIDE, DISPUTING INCH BY INCH, WITH THE UNITED STATES, AND THE LARGEST MARKET CHINA ADDRESSEE.

THE ISSUE OF AGRIBUSINESS AND ITS EXPANSION, HAVE GOT THE AGENDA, MAINLY FROM THE START OF INFRASTRUCTURE IN PORT LARGE INVESTMENTS , WATERWAYS, RAIL AND, IN PARTICULAR, THE PAVING, ONGOING, HIGHWAY BR-163, WHICH CONNECTS AREAS THE MUNICIPALITIES OF SANTARÉM-PA-PA ITAITUBA AND WITH THE STATE OF MATO GROSSO, WHERE STRONG CONCENTRATION ACTIVITY OF CROP PRODUCTION AND GRAIN.

HOW MUCH THIS REGION IN "MAPITOBA" MOST OF THE FLOW, MAINLY FOR SOYBEAN EXPORT'VE GIVEN BY PORTS PARANAGUÁ-PR AND SANTOS-SP, CAUSING CONGESTION OF TRUCKS HUGE ADDITION TO RESULT IN STRONG IMPACT ON COSTS SHIPPING TO THE MARITIME SHIPPING, WHICH MAY, IN THE NEAR FUTURE, AFFECT THE COMPETITIVENESS IN THE INTERNATIONAL MARKET, GERA DESTRUCTIVE EFFECTS IN MOBILITY INDUSTRY AND NEGOTIATING THE SOUTH CENTRAL.

NOT LEFT, SO OTHER ALTERNATIVE, NOT THE OUTPUT BY CALLING "NORTH ARCH" UNDERSTAND THE PORTS OF ACCESS MARITIME PARA: SANTARÉM, BETHLEHEM (KNOLL) AND BARCARENA (VILA DO CONDE) AND AMAPÁ: SANTANA, THAT IN YOUR ONCE ONLY BE VIABLE IF THE MODAL EFFECTED RIVER, RAIL AND WATERWAY, IN YOUR ACCESS TO, AND HEAVY INVESTMENT IN PORT TERMINALS LARGE BULK CARRIERS, ENOUGH TO GIVE AN ACCOUNT OF THE TURN OF THE SHAFT, SO FAR, IN ORBITER ABOUT 50 MILLION TONS / YEAR.

PARALLEL TO THAT NEW ROUTE, THE EXPANSION OF THE BORDER OF SOYBEAN CROP HAS ALSO FOLLOWED THE DIRECTION NORTH, MAINLY IN ROUTE BR-163, HAVING ALREADY REACHED TERRITORY PARAENSE, SETTING AN AREA OF PLANTING IN FRANCE LARGE, WHETHER IN LAND ANTHROPIC OR NOT AFFECTED WITH SO STRONGLY, THE COSTUMES, THE PRESENCE AND STAY IN THEIR LAND, AT LAST, THE LIFE AND LIVELIHOOD OF KNOWN AS "TRADITIONAL POPULATIONS".

LECTURE: "GRAIN IN THE FOREST: AGROBUSINESS STRATEGY OF THE AMAZON"

FORWARD THIS ISSUE BRIEF IMPORTANCE FOR ALL OF U.S., AMAZONIANS, FIELD OR TOWN, THE PROFESSOR AND RESEARCHER OF UFP TH, SOLANGE GAYOSO, HAS DEDICATED LARGE PART OF THEIR ACADEMIC AND PROFESSIONAL ACTIVITIES TO THIS THEME IS IN FULL BOIL.

SOLANGE GAYOSO, SOCIAL WORKER, MASTER IN SOCIOLOGY, SPECIALIST IN HABITAT AMAZON AND DOCTOR IN SCIENCE DEVELOPMENT ENVIRONMENTAL BY NAEA-CORE HIGH STUDIES AMAZON, THE UFP ª E RESEARCHER ON THE "NEW MAPPING SOCIAL AMAZON" HAD AS A THEORY OF YOUR DPA, COMPLETED IN 2012, THE THEME: "GRAIN IN THE FOREST: AGROBUSINESS STRATEGY IN THE AMAZON"

TESE DE DOUTORADO, DA PESQUISADORA DO NAEA,SOLANGE GAYOSO, SOB O TÍTULO: "GRÃOS NA FLORESTA: ESTRATÉGIA DO AGRONEGÓCIO NA AMAZÔNIA"


PhD THESIS, THE RESEARCHER OF NAEA, SOLANGE GAYOSO, UNDER THE TITLE: "GRAIN IN THE FOREST: AGROBUSINESS STRATEGY IN THE AMAZON"


Links relacionados:

Fragmento de vídeo de palestra ministrada pela pesquisadora Solange Gayoso, na UFRJ/IPPUR (Casa da Ciência), Rio de Janeiro - 2008






Cartografias sociais e territórios é tema no IPPUR

Seminário “Cartografias sociais e território”
4 a 5 de Dezembro de 2008
Local: Casa da Ciência da UFRJ
Rua Lauro Muller, 3 – Botafogo -  Rio de Janeiro 



Registro SBPC:  


61ª Reunião Anual da SBPC

IMAGENS CONSTRUÍDAS SOBRE OCUPAÇÕES URBANAS EM BELÉM
Solange Maria Gayoso da Costa 1
1. Universidade Federal do Pará - UFPA



NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DA AMAZÔNIA









domingo, 1 de julho de 2012

HIDROVIA DO TOCANTINS CARTA ABERTA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA (CAP)




POSICIONAMENTO RELEVANTE: 












Atendendo proposição do Conselheiro-Suplente, Luiz Carlos da Costa Monteiro(*), Vice-Presidente da FIEPA-Federação das Indústrias do Estado do Pará, o CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA - CAP, dos Portos de Belém, Vila do Conde e Santarém deliberou pelo encaminhamento à Presidência da República de uma manifestação onde se demonstre que a derrocagem do PEDRAL DO LOURENÇO e a dragagem do leito do rio Tocantins, liberando a navegação até Marabá, pela HIDROVIA DO TOCANTINS, são fundamentais, não somente, para os projetos de mineração e metalurgia previstos para a região, mas, principalmente, para dar a grande virada logística que permitirá um maior poder de competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

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(*)  IN MEMORIAM

ADEUS AO AMIGO E COLEGA CONSELHEIRO DO CAP-CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA, LUIZ CARLOS DA COSTA MONTEIRO.

Foi uma perda irreparável a partida de nosso amigo e colega conselheiro. No CAP foi ele que nos instigou a preparar uma carta dirigida à Presidência da República destacando que o derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, não era importante somente para a atividade de mineração e metalurgia, como recorrentemente se alardeia, mas também e, principalmente, para todas as demais atividades, da agroindústria, da mobilidade de mercadorias, serviços e pessoas, enfim para a integração de nosso Estado com as demais regiões, com inegáveis vantagens geoeconômicas e geopolíticas que isso traria.

O colega conselheiro tinha uma visão de vanguarda em relação às nossas potencialidades. Lembro que em uma das reuniões do CAP em Santarém, tive a oportunidade de conversar longamente sobre as principais questões de nosso estado e da região Amazônica. Foi um convívio de rico aprendizado.

Fevereiro de 2014


Aurelino Santos Jr.


Link relacionado:   ESTUDO DE CASO:
A IMPLEMENTAÇÃO DO ESCOAMENTO DE CARGAS PELO RIO TOCANTINS - Luiz Carlos Monteiro
http://www.antaq.gov.br/portal/pdf/Palestras/PalestraLuizCarlosCosipar.pdf
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" A VEZ É DO NORTE E A VEZ DO NORTE, SERÁ A GRANDE VEZ DO BRASIL"


           Na condição de Conselheiro representante dos municípios de Belém, Santarém e Barcarena, no CAP-Conselho de Autoridade Portuária, Aurelino Santos Júnior e o conselheiro KLEBER MENEZES, representante dos proprietários e consignatários de mercadorias, fomos incumbidos, por deliberação do CAP, de elaborar uma carta dirigida à Presidência da República, com vista a manifestar a posição do referido conselho (que representativo de diversos segmentos, públicos e privados (vide link: http://www2.cdp.com.br/cap/index.html), sobre a derrocagem do Pedral do Lourenço, situado no rio Tocantins, pelo Governo Federal, com vistas à viabilização da Hidrovia do Tocantins e sua importância não apenas para a área de mineração e metalurgia, como se tem até o presente divulgado.

      A referida carta foi firmada na data de 15 de junho de 2012 por todos os conselheiros e foi encaminhada à Presidência da República, por intermédio da Secretaria Especial de Portos.





      Providencial a proposição do colega conselheiro suplente do CAP, ao levantar essa questão crucial para o desenvolvimento do Estado do Pará, mas, principalmente, por recolocar a discussão sob o prisma que é a sua importância, não somente, para a atividade minerária e sim para todas as atividades, tais como do agronegócio, da atividade comercial, de serviços que representam a verdadeira chance de integração de nosso Estado, com o consequente desenvolvimento socioeconômico.


   Observa-se no discurso de todos uma ênfase, tão-somente, à atividade de mineração, falando-se em verticalização, na geração de milhares de empregos e etc.., deixando a latere  a verdadeira importância dessa hidrovia para o aproveitamento das nossas potencialidades geográficas, pois nossa maior e mais valiosa riqueza nunca foi e nunca será a mineração e sim a nossa estratégica posição na esquina das hidrovias com o Oceano Atlântico que poderá conferir ao nosso Estado uma posição privilegiada no cenário nacional, como grande entreposto comercial, principalmente para a área de Belém e seu entorno (Barcarena).


       Recentemente, essa mesma posição levantada pelo colega conselheiro Luiz Carlos Monteiro, foi expressamente colocada pelo amigo e ex-colega de Jari/CADAM, José Fernando Coura, atual Presidente do IBRAM-Instituto Brasileiro de Mineração, por ocasião de seu discurso na Assembleia Legislativa, ao receber o título de Cidadão Paraense, ao referir que a liberação da navegação do rio Tocantins, é fundamental, não somente para nosso Estado e sim para o Brasil e que nosso Pará ficará integrado ao desenvolvimento nacional e que a hidrovia servirá para o transporte de todos os tipos de carga e pessoas, não somente de minérios.

     Na verdade o que Fernando Coura quis alertar aos paraenses é que não projetem somente na mineração as expectativas do sonhado desenvolvimento, pois ele, mais do que ninguém sabe que essa atividade não constitui e nunca constituiu, em lugar algum do mundo, uma panaceia para os males do subdesenvolvimento, sendo sim, altamente, positivo para o retorno financeiro dos investidores ou empreendedores. 


                          O USO DA HIDROVIA DO TOCANTINS É FUNDAMENTAL PARA A INTEGRAÇÃO BRASILEIRA E PARA, COM A REDUÇÃO DO CHAMADO "CUSTO BRASIL", AUMENTAR NOSSO PODER DE COMPETITIVIDADE NO MERCADO INTERNACIONAL

     Na edição de 23 de março de 2013, em "O LIBERAL", o colega conselheiro Luiz Carlos Monteiro tece preciosas considerações sobre a questão da Hidrovia do Tocantins, a qual reproduzimos adiante:




     Na leitura do  artigo do colega conselheiro Luiz Carlos Monteiro, observa-se a sua especial preocupação em destacar que a hidrovia supera até o transporte ferroviário, referindo que a integração entre todos os modais é que confere maior eficiência e menor custo.  

    Tem razão o colega ao proceder essa comparação, pois o ideal é dar o aproveitamento a todas as modalidades, de forma integrada, e não  jogando-as numa irracional concorrência. No caso da Hidrovia do Tocantins e da extensão da Ferrovia Norte-Sul até Barcarena, penso que, pela verdadeira virada de eixo que o Brasil precisa dar para o chamado Arco Norte da logística e tal o volume que essa virada representa e a premência do mercado internacional, há espaço para a utilização concomitante dos dois modais, tanto ferroviário como hidroviário, notadamente que o ferroviário interligará até a Região Sul.




     Em seu artigo, o colega conselheiro do CAP, Luis Carlos Monteiro aborda as essencialidades da questão da Hidrovia do Tocantins, sob um foco que é deixado de lado pela maior parte das abordagens, inclusive oficiais, quando coloca: "Evidentemente que a integração entre os modais de transportes é a base para a circulação de produtos e matérias primas, além de atender a população em seus deslocamentos. Entretanto, este aspecto é desprezado quando colocado como alternativa de investimento para um transporte competitivo, seguro e ambientalmente bem mais limpo do que o rodoviário e ferroviário"


     Noutro ponto do artigo, Monteiro afirma: "Dar navegabilidade a hidrovia do Tocantins será um grandioso marco ao processo desenvolvimentista do Estado do Pará, capaz de se transformar no maior projeto estruturante e exemplo para que os governos possam enxergar os resultados altamente positivos dos modais hidroviários, passando a investir mais nesse tipo de transporte mais barato, mais seguro e menos poluente."


     E finalizando, arrematou: " A implantação do modal da navegação no Rio Tocantins transformará, inexoravelmente, sua estrutura produtiva e manterá um transporte altamente competitivo, capaz de concorrer com as demais regiões deste país, trazendo o Pará para ao centro do sistema logístico brasileiro. Nossa localização geográfica já nos é favorável, basta que construamos as condições favoráveis para ganharmos mais competitividade."



   LUIZ CARLOS DA COSTA MONTEIRO, COLEGA DE CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA(CAP), REPRESENTANTE-SUPLENTE DOS EXPORTADORES E IMPORTADORES DE MERCADORIAS, FAZ UMA ABORDAGEM LÚCIDA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA HIDROVIA DO TOCANTINS PARA O ESTADO DO PARÁ - OBSERVEM, PREZADOS(AS) QUE ELE, EM NENHUM MOMENTO, FAZ QUALQUER REFERÊNCIA À MINERAÇÃO, COMO PARECE SER LUGAR COMUM EM TODAS AS DEMAIS ABORDAGENS SOBRE ESSA HIDROVIA. 

     Todas as demais abordagens e referências ao assunto Pedral do Lourenço e Hidrovia do Tocantins, referem a navegabilidade do rio como o fator preponderante para a ansiada verticalização da cadeia mineral. que no melhor estilo onírico, traria a tão almejada redenção do Estado do Pará, com a geração de milhares e milhares de empregos e desenvolvimento socioeconômico e, secundariamente, mencionam o escoamento dos produtos do agronegócio e, praticamente, nenhuma referência ao principal,  que constituiria a integração logística-comercial do Pará, que mediante todos os seus mais bem localizados portos nos daria, em relação às demais regiões brasileiras, vantagens similares a que a Holanda teve e tem, em relação à Europa Centro Ocidental.


    Mas os olhares sobre a importância da posição estratégica da região de Belém remontam a tempos anteriores, desde a pretensa instalação, pela Coroa Portuguesa da chamada “Nova Lusitânia”, até a de ser  destaque no magistral estudo “A Navegação Interior do Brasil” , do engenheiro, matemático, físico e geógrafo, Eduardo José de Moraes, apresentado em Paris, no ano de 1869, encomendado pelo Imperador Dom Pedro II, que projetava a interligação de bacias hidrográficas, integradas com ferrovias, que formariam uma extensa rede ligando todas as regiões brasileiras, o que representaria uma verdadeira “coluna vertebral” logística para toda a América Latina.




        Sobre essa importância geoeconômica da área de Belém, remonta ao ano 1949, uma referência que a história não destacou, atribuída ao grande paraense Professor Paulo Eleutério Sênior, de que em todo o continente americano, juntamente com dois pontos, quais sejam, as desembocaduras dos rios Hudson (nos EUA) e da Plata (Argentina), onde surgiram e floresceram, como prósperos entrepostos comerciais, as cidades de Nova Iorque e Buenos Aires, o ponto mais privilegiado de todos seria a desembocadura do Rio Amazonas e sua região de entorno, justamente onde se encontra a área das cidades de Belém e Barcarena, duas “jóias da logística”.

      No entanto, a previsão vaticinava que as medidas governamentais poderiam alavancar ou atrasar a vocação geoeconômica dessa área, mas nunca impedi-la, pois as forças do mercado internacional falariam mais alto, ainda que se passassem 100 anos.

    De 1949 para cá, as medidas governamentais, como políticas nacionais e regionais, somente retardaram esse inexorável destino, ao ponto que, presa ao rodoviário e de costas para a sua geografia, a Cidade de Belém e com ela o próprio Pará, viram-se privados dos valiosos investimentos em hidrovias e logística de transportes que impulsionariam as incomparáveis vantagens geográficas da área, com repercussão positiva não somente na região, mas para o próprio desenvolvimento nacional.

    No entanto, o melhor aproveitamento da área estratégica de Belém e seu entorno não passa apenas pelos investimentos na Hidrovia do Tocantins, pois a região que compreende desde o Baixo Amazonas para a sua foz, integra uma verdadeira "teia" de possibilidades de aproveitamento da hidrografia, convergindo para a área de Belém e de Macapá que se encontram, ambas, próximas à desembocadura do grande rio Amazonas. E isso as transforma em áreas privilegiadas para a logística, dependendo, claro, dos investimentos certos.

  Se olharmos nossa posição geográfica, constataremos que todas as rotas estratégicas fluviais desembocam na região do Pará, que se constitui da desembocadura do grande Rio Amazonas, estendendo-se essa condição, de ponto estratégico, até o chamado Baixo Amazonas. Uma só área que integra um grande portal de entrada e saída de todo o continente sul americano.

    Portal ainda inaproveitado, em toda a sua potencialidade. Mas se for aproveitado, não seria apenas o Pará a se desenvolver e sim o Brasil como um todo.

    Essa posição geográfica, privilegiadíssima e inaproveitada, constitui a única chance do Brasil de se firmar no cenário internacional, como uma grande e próspera nação e isso já era apontado, desde o século XIX, nessa magistral obra de Eduardo José de Moraes: "A Navegação Interior do Brasil", apresentada em Paris-FR, no ano de 1869.

         E essa riqueza, até agora inaproveitada - que é a nossa posição geográfica estratégica - supera em muito os recursos minerais, notadamente, pelo seu modelo de exploração, altamente concentrador de renda.

       Portanto, não há melhor saída para o Brasil que não seja pelo Norte. A vez é do Norte e a vez do Norte, representa a vez do próprio Brasil. Ou o Brasil aproveita essa enorme vantagem geográfica ou perderá competitividade, tragado pela burocracia e pelo seu pesadíssimo "custo Brasil", investindo, erroneamente, em áreas de pouca vocação geoeconômica. Ou seja, gastando muito mais "combustível" para decolar e manter no ar verdadeiros "Pássaros de Chumbo", movidos a bilhões em investimentos, renúncias fiscais e divisas desperdiçadas.


VÍDEO RELACIONADO: